terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Fuzis de Assalto


O Fuzil de assalto é uma arma leve dos modernos exèrcitos mundiais que se tornou o armamento de dotação individual dos combatentes de infantaria. Este tipo de arma é igualmente conhecido por Espingarda de Assalto, Fuzil Automático ou Espingarda Automática.
   Nascido no final da Segunda Guerra Mundial, o fuzil de assalto, teve uma grande evolução, adaptando-se aos mais diversos usos na guerra moderna. Ele surgiu quando estrategistas militares perceberam que, diferentemente da Primeira Guerra Mundial, que ocorreu com exércitos inteiros em linhas estáticas, combates em trincheiras e com disparos a longas distâncias, a Segunda Guerra não permitia o estacionamento de tropas devido à grande mobilidade dos veículos blindados apoiado pela artilharia e infantaria.
Foi nessa conjuntura que surgiu o fuzil de assalto, o infante combatia agora a curtas distancias, sendo que muitas vezes o embate ocorria em áreas urbanas, um campo de batalha que não havia sido explorado até o momento; diferentemente do combate em campo aberto, não havia o apoio instantâneo do fogo das metralhadoras, as quais necessitavam ser montadas e o encontro com o inimigo era inesperado. Esse panorama fez com que armas fossem modificadas para se adaptarem a essa nova realidade, as metralhadoras são um exemplo dessa mudança: receberam bipés e coronhas, ficando os tripés e outros reparos para outras situações; também nesse novo cenário de guerra as submetralhadoras tornaram-se uma das melhores armas a serem empregadas devido ao seu poder de fogo, grande capacidade de munição e portabilidade, tendo como destaques a alemã MP-40, americana Thompson e a inglesa Sten; também se destacaram armas como a Carabina M1 e os fuzis BAR e M1 GARAND FG-42 (FG de Fallschirmjägergewehr - Fuzil para pára-quedistas) o qual tinha uma boa portabilidade, porém o calibre 7,92x57 mm tornava o tiro automático preciso quase impraticável. Ele foi seguido pelos MP-43 e MP-44 (MP de MachinenPistole – Submetralhadora) tendo finalmente surgido o Stg.44 (“Stg.” de SturmGewehr – Fuzil de Assalto), o qual e considerado de fato o primeiro fuzil de assalto, pois tinha como características as portabilidade, grande capacidade de munição, funcionamento automático e semi-automático e um calibre intermediário, o 7,92x33 mm. que possuíam um maior poder de fogo e velocidade de tiro quando comparadas com os fuzis de repetição. Contudo essas armas ainda não eram consideradas ideais: os fuzis eram grandes e pesados e seu uso nas áreas urbanas e de selva era difícil, já as submetralhadoras tinham uma boa portabilidade, mas calçavam uma munição que não possuía um poder de parada apropriado nem eram adequadas para combates a médias distâncias. Foi justamente para suprir as qualidades dessas armas que nasceu o fuzil de assalto, inicialmente o
Em fins de 1944, os alemães apareceram no campo de batalhas com uma surpresa: o casamento entre o poder e a precisão do rifle com o fogo automático da metralhadora, o Stg.44 Sturmgewehr (literalmente, "o rifle da tempestade", ou, no jargão militar, "o rifle para invasões"), que ficou conhecido entre os aliados como Assault Rifle (fuzil de assalto ou rifle de assalto), nome usado até hoje.
Os fuzis de assalto representam um salto enorme no campo bélico. Essas metralhadoras portáteis podem ser usadas como metralhadoras de mão a curtas distâncias e como fuzis poderosos a longa distância. São armas tão poderosas, que hoje são a arma principal de todos os exércitos do mundo.
Em 1947, com a invenção do fuzil russo Avtomat Kalashnkov AK-47, o fuzil de assalto mais famoso do mundo e uma das armas portáteis mais bem sucedidas entre as já produzidas , é usado até hoje graças ao seu baixo preço e sua devastadora performance. Os EUA, para não ficarem em desvantagem em relação à União Soviética, criaram então seus próprios fuzis de assalto. O primeiro deles foi o Colt AR-10. A este, seguiu-se o revolucionário Colt AR-15, a primeira arma a substituir o ferro e a madeira por alumínio e plástico.
Seguiram-se outros tipos de fuzis de assalto, como o estadunidense M16, o russo AKS-74U, o alemão HK G3, o austríaco Steyr AUG, o israelense IMI Galil e o brasileiro Imbel MD-2. Alguns fuzis se especializaram, como fuzil de precisão Barret M82, e o fuzil-metralhador francês FAMAS 5.56 mm.


 FN FAL
 

O FN FAL (Fabrique Nationale, Fusil Automatique Léger - Fábrica Nacional, Fuzil Automático Leve) é um fuzil de assalto concebido e produzida originalmente pela empresa belga fabrique nationale em Helstal.
O FN FAL (Fuzil Automático Leve), é um dos desenhos de fuzil militar mais famosos e usados no mundo, Desenvolvido pela empresa belga Fabrique Nationale, é fabricado pelo menos em 10 países, incluindo o Brasil. Seus dias de serviço estão no fim, mas ainda é amplamente utilizado em muitas partes do mundo, principalmente no Brasil. A história do FAL começou perto de 1946, quando a FN começou a desenvolver um novo fuzil de assalto. Usando o cartucho intermediário alemão 7,92X33mm, o projeto foi liderado pela equipe de Dieudonne Saive, que ao mesmo tempo trabalhou no fuzil SAFN-49. Portanto não surpreende que ambos sejam mecanicamente bem semelhantes. Em finais de 1940 os engenheiros belgas foram a Inglaterra e passaram usar o cartucho britânico 208 (7,43x43mm) que também é um cartucho intermediário, mas de desenvolvimento melhor.
C2, versão Canadiana da FALO
Em 1950 o engenheiros belgas e ingleses criaram um protótipo em formato bullpub o EM-2 esses fuzis foram testados pelo exército americano, esses protótipo impressionaram muito os americanos, mas a idéia de se usar um cartucho intermediário não era muito bem compreendida pelos americanos, que ainda usavam fuzis semi-automáticos, os M1 Garand em calibre 30.06 e .308 Winchester e insistiram para que a ONTAN padroniza-se o cartucho de alta potencia T65/ 7,62x51mm similar ao .308 em 1953-1954. A FN modificou o FAL por causa dessa padronização, os primeiros FAL’s 7,62 estavam prontos na Bélgica em 1953, mas a Bélgica não foi o primeiro pais a aprovar o FAL como fuzil padrão o país que provavelmente aprovou-o foi o Canadá, com ligeiras modificações sobre o nome C1, em 1955 os canadenses começaram a produzir os fuzis C1 e C2, esse último uma versão com cano pesado, conhecido no Brasil, como FAP, em 1957 o exercito inglês seguiu o exemplo canadense e adotou o FAL com o nome L1A1, que eram fornecidos normalmente com miras ópticas de 4x. Em seguida foi a Áustria sobre o nome Stg.58 fabricado pela Steyr. O FAL foi adotado pelo Exército Brasileiro em 1964.
   Varias versões do FAL também foram aprovadas na Turquia, Austrália, Israel, África do Sul, Alemanha ocidental e vários outros países. O sucesso do FAL poderia ser maior ainda se a FN tivesse vendido os direitos de produção do FAL para a Alemanha ocidental, onde era conhecido como G-1, mas a FN rejeitou o pedido, por isso a Alemanha que comprou os direitos do CETME Espanhol, com algumas modificações a Heckler & Koch criou o HK G3, o mais notável rival do FAL.
A principal deficiência do FAL é que em fogo automático, os tiros se espalham muito, porém, o FAL é um dos fuzis mais conhecidos, confiáveis e precisos, ele é um pouco sensível a areia fina e a poeira, mas é uma grande arma. Os únicos países que ainda produzem o FAL são o Brasil que fabricado pela Imbel sobre o código M964 e surpreendentemente os EUA onde uma serie de empresas privadas fabricam diversas versões e kit de peças recém-fabricadas, a maioria desses FAL’s são limitados a fogo semi-automático e disponíveis apenas para o mercado civil. O FAL é operado a gás, possui um seletor de fogo de três posições: segurança, semi-automático e fogo completamente automático. É alimentado por carregador e usa um pistão de gás alocado acima do cano. O pistão tem sua própria mola de recuperação. Após o disparo o gás empurra o pistão faz um rápido toque no transportador do ferrolho, o resto da operação é dado apenas pela inércia. O conjunto do ferrolho, possui ainda um regulador de gás para que ele possa ser facilmente adaptado para as diversas condições ambientais, ou para o lançamento de granadas de bocal de forma segura. O sistema de trancamento do ferrolho utiliza uma cabeça de trancamento basculante, com isso a parte traseira encosta-se na caixa da culatra que era feita, inicialmente, em aço forjado, mas em 1973 começou-se a testar vários tipos de metal na fabricação da caixa da culatra, afim de se reduzir o custo de produção e o peso, mas sua fabricação ficou presa ao aço usinado por causa de seu sistema basculante que encosta na caixa da culatra.

Calibre     7,62 mm NATO
Operação     Acção direta de gases sobre êmbolo(pistão)
Cadência do Tiro     650-700 tpm
Velocidade de saída do projéctil     850 m/s
Alcance eficaz     900 m
Peso     4,93 kg (FAL)
6 kg (FALO/FAP)

Comprimento total     1,10m
Alimentação     carregador de 20 tiros
Miras     alça e ponto de mira



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AK 47


O fuzil de Assalto AK-47 (Avtomat Kalashnikova - 47, fuzil automático Kalashnikov, modelo de 1947) surgiu na União Soviética logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, sendo o fuzil mais fabricado de todos os tempos. Estima-se que o número de exemplares produzidos tanto na Rússia como sob licença em países como a Bulgária, China, Hungria, Índia, Coréia do Norte, Romênia entre outros, chegue a impressionante cifra de 90 milhões. Países como a Finlândia e Israel também basearam-se no projeto deste fuzil para produzirem seus modelos M62 e Galil respectivamente. É caracterizado por sua grande rusticidade, facilidade de produção em massa, simplicidade de operação e manutenção, além de reconhecida estabilidade em baixas e altas temperaturas. Deixa a desejar nos requisitos precisão e ergonomia.

Seu funcionamento se dá de modo similar aos demais fuzis de assalto, pelo aproveitamento indireto dos gases que são desviados da parte posterior do cano até um cilindro montado acima deste, onde pressionam um êmbolo de longo curso que aciona o recuo do ferrolho de trancamento rotativo. O ferrolho desliza sobre dois trilhos na caixa da culatra com uma folga significativa entre as peças móveis e fixas, o que permite que opere com o seu interior saturado de lama ou areia. Dispara munição 7,62 x 39 mm nos modos automático e semi-automático. Seu registro de tiro e segurança é considerado por muitos sua principal desvantagem, não corrigida nos modelos posteriores. É lento e desconfortável, exige esforço extra para operar, especialmente com luvas, e quando acionado produz um "clique" alto e distinto. Outra desvantagem é a posição do ferrolho, que permanece fechado após o último tiro.

É alimentado por um carregador tipo cofre metálico bifilar de trinta projéteis, com retém localizado à frente do guarda-mato. Outros tipos de carregadores como o de quarenta projéteis ou o tambor de 75 projéteis da RPK também podem ser usados. Seu aparelho de pontaria é graduado de 100 m a 1000 m (800 no AK), e um ajuste fixo que pode ser usado para todas as faixas de até 300 metros. Pode também pode ser equipado com lançador de granadas montado sob o cano. A versão de coronha dobrável foi desenvolvida para as tropas aerotransportadas e denominadas AKS (AKMS). Os AK foram concebidos com baionetas destacáveis do tipo faca, que associada a sua bainha transforma-se numa tesoura de cortar arames.
No final de 1942, tropas soviéticas capturaram vários dos MKb42 alemães, juntamente com munição 7,92 mm. Em meados de 1943, o MKb.42 (H), juntamente com a carabina M1 dos EUA foram avaliados por especialistas soviéticos, e foi decidido que uma arma semelhante, disparando um cartucho de poder intermediário, devia ser desenvolvida para o Exército Soviético logo que possível. A tarefa de desenvolvimento inicial da nova munição foi implementada em tempo bastante curto. Por novembro de 1943, especificações técnicas para o cartucho 7,62 x 41 mm com culote foram enviadas a todos os pequenos escritórios soviéticos de design de armas. Na primavera de 1944, havia pelo menos dez projetos de armas automáticas em andamento (não contando carabinas semi-automáticas). Em meados de 1944, um comissão selecionou um modelo designado AS-44 projetado por Sudaev, como o melhor conjunto, e ordenou uma produção limitada para ensaios com a tropa. Alguns AS-44 foram fabricados na primavera de 1945, e avaliados no verão, logo após a vitória na Europa. O modelo agradou, porém o AS-44 era muito pesado (mais de 5 kg de peso vazio), e a comissão ordenou uma próxima rodada de desenvolvimento e testes, que começou no início de 1946.

Mikhail Kalashnikov, um jovem sargento das forças blindadas soviéticas que fora ferido em combate em 1942, concebeu um protótipo de pistola-metralhadora enquanto estava de licença médica. Sua primeira arma foi indeferida em razão da complexidade, no entanto ele foi designado ao órgão de investigação e desenvolvimento de armas leves do Exército Vermelho perto de Moscou, para continuar a sua educação e trabalho em outras armas. Aqui Kalashnikov projetou uma carabina semi-automática, fortemente influenciado pelo fuzil M1 Garand. Esta carabina, embora não tenha sido bem sucedida por si só, serviu como ponto de partida para seu primeiro fuzil de assalto, provisoriamente conhecido como AK No.1 ou AK-46. Em novembro de 1946, o projeto do AK-46 foi escolhido para a fabricação de protótipos, juntamente com 5 outros projetos (de 16 apresentados à comissão). Kalashnikov foi enviado para a cidade de Kovrov (também não muito longe de Moscou) para fabricar a arma numa pequena fábrica de armas ali existente. O AK-46 era operado a gás, com ferrolho rotativo que utilizava um pistão para aproveitamento indireto dos gases logo acima do cano, e controles duplos (segurança e chave seletora de fogo separados, no lado esquerdo da unidade de disparo ).
    
Após extensos testes, realizados em dezembro de 1947 e Janeiro de 1948, que incluíram melhoramentos nos três modelos, os resultados foram pouco conclusivos. O AK-47 foi concebido para ser o mais durável e confiável dos três concorrentes, porém perdia em precisão para os outros, especialmente no modo automático (que era, e ainda é considerado o principal modo de fogo na doutrina russa/soviética). Na verdade, a única arma que cumpriu os requisitos de precisão o AB Bulkin-47, mas teve alguns problemas com a durabilidade das peças. Após longa discussão, a comissão de estudos finalmente decidiu que o mais preciso não necessariamente é o mais confiável. Esta decisão de última instância levou a Comissão a recomendar o AK-47 para ensaio com a tropa em novembro de 1947. Foi decidido que a produção da nova arma devia ser iniciada na fábrica de armas Ijevsk (atual edifício Ijevsk Machine Plant Ijmash). Kalashnikov passou de Kovrov para Ijevsk para colaborar com a produção da nova arma, que teve início em meados de 1948. A adoção oficial seguiu-se no final de 1949, com a nomenclatura padrão qde "7,62 milímetros Avtomat Kalashnikova AK" (7,62 mm carabina automática Kalashnikov). Ao mesmo tempo, uma versão de coronha dobrável foi aprovada para o uso em unidades aéreas, como "7,62 milímetros Avtomat skladnoy Kalashnikova AK S' (7,62 mm carabina automática Kalashnikov, dobrável).

A concepção original da caixa da culatra, que foi construída em caixa de aço estampada, causou uma série de problemas na fábrica. A tecnologia (equipamentos e mão de obra) da época resultou numa percentagem muito elevada de malformações na paredes, fixação inadequada das peças e geometria ruim. Após a revisão crítica do processo na fábrica, decidiu-se que seria mais economicamente viável regressar ao "velho" método de usinagem. Após aprovação dos militares, foi colocado em produção em Izhmash em 1951, sob a mesma denominação de base.


Calibre     7,62 x 39 mm
Operação    Automática e Semi Auto.a Gás
Cadência do Tiro   600 tpm
Velocidade de saída do projéctil    721 m/s
Alcance eficaz   300 m
Peso   4 Kg
Comprimento total   870 mm
Alimentação   Carregadores de 20,30 e 90
Miras   Alça regulável e ponto de mira




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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Sub-Metralhadoras


   Submetralhadora ou metralhadora de mão, é uma arma semi-automática ou automática de tamanho reduzido para uso de mão, sem fixação por tripé, utilizando um calibre usual das pistolas, como o 9 mm e o .40 S&W. A utilização mais adequada é em tiro instintivo a pequenas distâncias, visto que sua precisão é prejudicada pela elevada cadência de tiro.

A denominação "pistola-metralhadora" é mais comum em Portugal e a denominação "submetralhadora" no Brasil. No passado, algumas variantes deste tipo de armas eram denominadas "carabinas metralhadoras", "mosquetes automáticos" ou "mosquetes-metralhadores".
As primeiras armas deste tipo surgiram na Primeira guerra mundial para uso em operações de assalto e varrimento de trincheiras.
A partir da década de 1930, um novo tipo de armamento surgiu nos arsenais ao redor do mundo: a metralhadora de mão, pistola-metralhadora ou submetralhadora. Os alemães criaram as revolucionárias Maschinenpistole (pistolas-metralhadoras), cujo maior expoente foi a MP40 Schmaisser. Os EUA também desenvolveram a submachine gun Thompson. Criada para a polícia e não para o exército, os gângsteres da época logo se interessaram por ela. A Thompson ficou imortalizada ao lado de figuras como Al Capone. E ainda ganhou o apelido de "Tommy Gun". (submetralhadora)
Quando estourou a Segunda guerra mundial, a Inglaterra precisava, e urgentemente, de alguma arma que pudesse competir com as Schmeissers alemãs. A solução foi importar Thompsons dos EUA. Tal iniciativa, entretanto, se mostrou ineficaz. A Thompson era cara e os ingleses não conseguiam importá-las na quantidade necessária. A solução foi criar uma submetralhadora própria.
A solução para os britânicos foi a machine-carbine (carabina-metralhadora) Sten. Apesar de feia, rústica e usando uma montagem de qualidade no mínimo duvidosa (a Sten constumava desmontar quando caía no chão), ela funcionava, e acima de tudo, era barata. Foram criadas várias versões, incluindo uma com silenciador.
O exército britânico ainda usava de outra metralhadora portátil: a metralhadora ligeira Bren. Criada na cidade checa de Brno, e aperfeiçoada na manufatureira inglesa Enfield (o nome da arma era a junção das duas primeiras letras desses dois nomes), a Bren não era exatamente uma submetralhadora, mas era uma metralhadora portátil, equiparável à BAR estadunidense.
Mesmo após o final da guerra, as pistolas-metralhadoras continuaram fazendo sucesso. Diversos tipos foram criados nos últimos 60 anos. Entre elas, tem-se as alemãs MP5 e UMP 5; a israelense Uzi; a belga FN p90; a austríaca Steyr TMP ; a estadunidense Ingram MAC-11; e muitas outras.
As pistolas-metralhadoras são usadas tanto pelos exércitos como pela polícia. No caso do exército são utilizadas em ações de operações especiais, já que podem ser usadas onde outros armamentos seriam inviáveis. No caso das polícias, são um armamento leve e fácil de ser portado, e com melhor utilização urbana doque os fuzis de assalto.
A primeira geração de pistolas-metralhadoras tinha por características um grande cuidado em sua fabricação, com amplo emprego de usinagem, e por utilizarem coronhas de madeira. Exemplos: Thompson e Bergmann MP18.
Durante a segunda guerra mundial, para redução de custos e maior rapidez na fabricação, surgiu a segunda geração de pistolas-metralhadoras, com peças estampadas em vez de usinadas e coronhas rebatíveis para facilitar o transporte. Exemplos: MP40, Sten, M3 Grase Gun.
A terceira geração de pistolas-metralhadoras caracteriza-se pela culatra envolver boa parte da porção traseira do cano. Isso as torna mais compactas e, por terem mais massa na parte dianteira e pelo fato de a mão de apoio ficar mais próxima à boca do cano, são mais controláveis ao atirar. Exemplos: Uzi, Beretta M12 e Ingram Mac.
A quarta geração caracteriza-se pelo sistema de "ferrolho fechado", idêntico ao de uma  pistola semi-automática, com o que obtém-se no tiro semi-automático maior precisão. Actualmente a pistola-metralhadora é utilizada sobretudo para combate no interior de edifícios e para auto-protecção de alguns tipos de forças militares.



Thompson
 

A Thompson representa uma família de submetralhadoras dos EUA. Sua utilização era comum tanto entre as forças policiais quanto entre os mafiosos e gângsteres.
A Thompson foi projetada pelo General John T. Thompson entre 1917 e 1919 e fabricada pela Auto-Ordnance Corporation. Era uma arma refinada, com coronha e empunhaduras de madeira e um acabamento de muita classe. Tal qual suas correspondentes MP40 (Alemanha) e Sten (Inglaterra), ela foi uma das primeiras submetralhadoras (ou pistolas-metralhadoras). Foi muito usada pelos gângsteres americanos, e ficou eternizada como o símbolo de Al Capone.
As primeiras versões podiam utilizar um carregador tipo tambor, com 50 cartuchos, que permitia dar uma rajada bem maior de tiros, mas era propenso a falhas. Quando os Estados Unidos entraram na segunda guerra mundial foi introduzido o modelo M1 (e, depois, o seu sucessor, o M1A1) que possuía um carregador reto convencional de 20 cartuchos, mais seguro, e sua fabricação foi simplificada para facilitar a produção em massa. Houve ainda a Thompson M1A2, que tinha um cartucho de 30 projéteis.
Geralmente usada por oficiais e sargentos, a Thompson foi a submetralhadora padrão do exército americano e também foi usada pelos Ingleses em África. No entanto, tinha um coice forte, o que dava uma certa desvantagem em relação à sua rival MP40/I. Chegou a ser modestamente utilizada na guerra do Vietinãn. Sua munição era o .45 ACP.

 
 
Calibre     .45 ACP
9 mm Parabellum
.30 Carbine
Operação     blowback
Cadência do Tiro     600 - 1.200 tpm
Alcance eficaz     50m
Peso     4,8kg
Comprimento total     852 mm
Alimentação     carregadores rectos de 20 ou 30 munições ou tambores de 50 ou 100 munições
Variantes     Persuader, Annihilator, M1921A1, M1927, M1928A1 e M1A1





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Uzi


A Uzi é uma família de sub metralhadoras compactas. A primeira pistola-metralhadora Uzi foi desenhada por Uziel gal em finais da década de 40, e é actualmente fabricada pela Israel Military Industries e FN Herstal.
A pistola-metralhadora foi desenhada por Israel após a Guerra Árabe Israelita de 1948. O desenho foi baseado no da CZ Modelo 25. A Uzi foi, assim, submetida à avaliação do exército israelense, vencendo outras armas com desenhos mais convencionais devido à sua simplicidade e produção económica.
O modelo inicial foi aceito em 1951 e foi utilizado em batalha pela primeira vez em 1956.
A pistola-metralhadora Uzi foi utilizada pelas forças israelenses como uma arma de defesa pessoal, por soldados de suporte e de artilharia, oficiais e tripulações de carros de combate, enquanto também utilizada como uma arma de combate por forças de assalto de infantaria e forças especiais. O poder de fogo da Uzi e o seu tamanho compacto mostraram-se excelentes ao eliminar bunkers sírios e posições defensivas durante a Guerra dos seis dias de 1967.


Calibre     9 mm Parabellum, .22 LR, .45 ACP, .41AE
Cadência do Tiro     600tpm
Velocidade de saída do projéctil     ~400m/s
Alcance eficaz     ~200m
Peso     3,5kg
Comprimento total     470mm (coronha recolhida)
650mm (coronha estendida)
Alimentação     carregadores de 10 (.22 e .41AE), 16 (.45ACP) 20, 32 ou 40 munições
Variantes     Mini-Uzi, Micro-Uzi, Pistola e Carabina

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H&K UMP


 A UMP (Universale Maschinenpistole do alemão "Universal Submachinegun") é uma submetralhadora desenvolvida e manufaturada pela Heckler & Koch. As UMPs são blowbacks de compartimento alimentado e o acendimento do injetor é feito por um parafuso fechado. Como projetado original, o UMP é ideal para cartuchos maiores do que outras submetralhadoras como o MP5.Fornecer mais poder de parada aos alvos com armadura leve. Um cartucho maior produz mais coice, e faz o controle mais difícil no disparo automático. Para abrandar, a taxa de fogo foi reduzida de 650 círculos/minuto para 600 círculos/minuto, que lhe faz um das submetralhadoras mais lentas de disparo no mercado. Uma taxa de fogo tão lenta faz o burst fire supérfluo, contudo, usuárias acham o burst fire de 2 e 3 disparos uma característica desejável em uma submetralhadora. Apesar destes defeitos, o UMP é considerado como uma submetralhadora de confiança e útil. Além disso, o UMP9 (a versão de 9x19mm do UMP) mais leve de quase 0.45 quilogramas do que a MP5 própriamente dita. Sua predominante construção em polímero reduz seu peso e o número de peças suscetíveis à corrosão.O UMP está disponível em quatro configurações de seleção de disparo, caracterizando combinações diferentes de semiautomático, de burst de 2 tiros, modo automático, e ajustes seguros. Caracteriza um buttstock para reduzir seu comprimento durante o transporte. Quando a última bala do UMP disparada, as fechaduras do parafuso abrem, e podem ser liberados através de um prendedor no lado esquerdo. As vistas padrão da visão compreendem uma vista traseira da abertura e um anel dianteiro com um borne vertical. Podem ser adicionados acessórios tais como miras óticas, lanternas elétricas, ou miras laser. O UMP foi pretendido como a arma mais leve e barata da Heckler & Koch MP5.Projetado para olhar, sentir, e operar da mesma forma do que uma MP5, exigindo pouca habilidade do operador.



Calibre      9mm Parabellum,.45 ACP,.40 S&W
Peso           Varia de 2100 a 2300 g
Comprimento total        Varia de 460 mm a 690 mm
Cadência de tiro  Varia de 600 a 650 Disparos por minuto
Alcance efetivo   de 50 a 100 m (varia conforme o calibre)
Alimentação Carregador de 25 a 30 cartuchos




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FN P90


A FN P90 é uma submetralhadora desenvolvida e fabricada pela Fabrique National de Herstal (FN Herstal). Esta arma tem uma aparência peculiar devido a configuração bullpup e um carregador com capacidade para 50 balas que é colocado na parte de cima da arma. Os pontos a favor da arma são o seu carregador com capacidade maior que o usual de 30 ou 32 munições, o alto ritmo de fogo, o formato ergonómico, o facto do cano estar alinhado com a coronha (fazendo reduzir o salto da arma), entre outros. Certamente o mais importante dos seus atributos é o seu calibre único como se verá adiante.
Em meados dos anos 90, a OTAN concluiu que os coletes dos seus inimigos resistiam às carabinas utilizadas na época. Então, foi criada a concorrência para a fabricação de uma arma 1995, a belga FN Herstal criou a submetralhadora P90, sendo que ela e a pistola FN Five seveN seriam as primeiras armas a usarem os novos projéteis FN 5.7x28mm. A P90 foi testada contra coletes de Kevlar e CRISAT, obtendo grande êxito, e hoje equipa várias organizações militares, paramilitares e antiterroristas. que pudesse penetrar nessas proteções. Então, em
Os cartuchos FN 5.7x28mm são cartuchos de pistola que têm formato fuziforme.

Calibre     5.7 x 28 mm
Cadência do Tiro   
 900 tpm
Velocidade de saída do projéctil     
850 m/s
Alcance eficaz     
200 m
Comprimento total     
50 cm
Comprimento do cano   
 11 1/2 polegadas
Alimentação     
carregador de 50 munições




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 H&K MP5


A Heckler & Koch MP5 é uma Submetralhadora (pistola - metralhadora) fabricada pela empresa alemã Heckler e Koch desde a década de 1960. É a submetralhadora padrão das principais unidades de operações especiais do mundo (SWAT, BOPE, BOE, GER etc..). A MP5 dispara em três tipo de regime: em regime automático (rajadas), semi-automático (um tiro a cada vez que o gatilho é pressionado), bursts (pequenas rajadas de 2 e 3 tiros a cada vez que o gatilho é pressionado). Isso faz da MP5 uma arma versátil para todo tipo de situação. É uma submetralhadora relativamente leve. O Stoping power (Poder de parada com apenas um tiro) é de 90%. A MP5 pode ser encontrada em quase todos os jogos de tiro/fps pelo mundo.


Calibre     9 x 19 mm Luger
 

Cadência do Tiro     800 tpm
 

Velocidade de saída do projéctil     270 m/s
Alcance eficaz     200 mPeso    2.54 kg (MP5A2),2.88 kg (MP5A3)
 

Comprimento total    Varia de 490 mm a 660 mm
 

Comprimento do cano     225 mm
 

Alimentação     carregadores de 15 ou 30 munições


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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Pistolas

Pistola é uma arma de fogo portátil, leve, de cano curto, elaborada para ser manejada com uma só mão. Uma pistola geralmente é uma arma pequena de boa empunhaduro e rápido manuseio, feita originalmente para uso pessoal (uso por uma pessoa) em ações de pequeno-alcance.
No século XV o termo era usado para definir também pequenas facas que podiam ser escondidas dentro das roupas de uma pessoa. No século XVIII o termo começou a ser usado para definir a pequenas armas de fogo de mão.
As pistolas são classificadas por calibre, definindo em vários países as de uso permitido ou não, por suas potências diferenciadas.
Pistolas do mesmo calibre podem utilizar munições diferentes, aumentando seu poder de impacto, perfuração ou dano interno no alvo.
Pistolas são, geralmente, semi-automáticas - disparam um projétil por cada vez que se comprime o gatilho, recolocando um outro cartucho na câmara, pronto para o disparo seguinte. Existem também alguns modelos totalmente automáticos - que podem disparar vários tiros enquanto se mantiver o gatilho pressionado. Sua eficácia é duvidosa, dado o pequeno tamanho da arma (cano) e cadência de tiros muito rápida.
Um modelo automático de pistola é a Mauser 712 uma variante da famosa Mauser C96. Eram bastante comuns as pistolas totalmente automáticas na Espanha, sendo produzidas por exemplo pela fabricante Astra. Atualmente a fabricante austríaca Glock produz um modelo automático, em calibre 9mm, a Glock 18.
Pistolas, além de outras armas de fogo, são utilizadas no tiro esportivo.


Mauser C96


A Mauser C96 foi a primeira pistola semi-automática a conhecer um uso generalizado. A arma foi projectada em 1895 na Alemanha, pela Mauser, a partir de 1896. A C96, ou variantes da mesma, foram também fabricadas, sob licença, em outros países, como a Espanha e a China. pelos irmãos Fidel, Friedrich e Josef Feederle, sendo fabricada na
As principais características da C96 são o depósito interno de munições na frente do gatilho, o cano longo, o coldre de madeira que pode ser utilizado como coronha e o punho em forma de cabo de vassoura.
A Mauser C96 pode ser considerada uma das primeiras armas do tipo actualmente chamado Personal Defense Weapon, dado que o seu cano longo e a potência da sua munição, lhe dão um maior alcance e capacidade de penetração que as pistolas convencionais.

Calibre: 9x19 mm Parabellum ou 7,63x19 mm
Comprimento: 29,8 cm
Comprimento do Cano: 14 cm
Peso: 1,13 Kg
Funcionamento: Curto recuo do cano, semi-automático
Raiamento: Quatro raias à direita
Alça de Mira: 450 m ou 700 m
Carregador: 10 cartuchos
Velocidade Inicial: 427 m/seg.

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Colt M1911


A Colt M1911 é uma pistola semi-automática, "single action" de calibre.45 ACP. desenhada por John M. Browning. Foi a pistola de serviço das forças armadas americanas de 1911 a 1985, apesar de ainda ser usada algumas unidades. Operada a gás, denominação de curto recuo do cano (short recoil), tem como características fundamentais a robustez, segurança, fiabilidade, poder derrubante e quase 100 anos de provas dadas no terreno. Foi amplamente usada na 1ª e 2ª Guerras Mundiais, na Guerra da Coreia e do Vietname. Durante o seu tempo de serviço foram produzidas cerca de 2,7 milhões de unidades.

 Calibre     .45in ACP 
Operação     Recuo Curto 
Cadência do Tiro     semi-automático 
Velocidade de saída do projéctil     244 m/s 
Alcance eficaz     62 mts 
Peso     1,36 kg 
Comprimento total     210 mm 
Comprimento do cano     89mm mod. Officer's ACP 
Alimentação     carregador de 7 munições +1 na câmara 
Miras     alça e ponto de mira

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Glock 17


A Glock Modelo 17 (G17) foi a primeira pistola projetada e fabricada pela empresa austríaca Glock Gmbh É caracterizada pelo seu baixo recoil, um carregador de maior capacidade padrão (17 cartuchos) e uma alta cadência de tiro.A G17 foi mostrada pela primeira vez no início dos anos 80 para a formação do exército austríaco. Ela entrou em serviço com o nome de P80.
Em 1980 as forças armadas austríacas convocam um concurso para substituir a pistola regulamentar e convidam a Glock para participar. Não estando no negócio e fabricação de pistolas dá a Gaston Glock uma perspectiva original e  moderna. Visualiza um novo desafio e projeta a pistola semi-automática Glock 17 no calibre 9 mm. A pistola, de aspecto grosseiro, simples, quadrada, sem cão externo nem seguranças manuais, aglutinava uma serie de propostas: carregador de grande capacidade, uso de polímeros no chassi, com peças embutidas e, principalmente, resolvia o problema do primeiro disparo das semi-automáticas de ação dupla. Não foi a primeira pistola com carregador de grande capacidade, nem a primeira com frame de polímero, nem a primeira sem cão externo. Sua originalidade resultou no sistema de funcionamento, batizado de "Safe Action" que permitiu a eliminação de seguranças manuais.
    O "Safe Action" permite carregar a arma com um cartucho na câmara, com segurança total e os tiros, do primeiro ao último, requerem que se aperte o gatilho. O mecanismo do tiro começa ao colocar o dedo junto ao gatilho e apertar uma lingüeta. Este mecanismo bloqueia o movimento do gatilho. Ao apertar a lingüeta com a gema do dedo e iniciar o movimento do gatilho, dois dispositivos internos de segurança são desativados: o primeiro, chamado de "safety firing pin" impede que a agulha percussora atinja a munição na câmara; e o segundo, chamado de "safety drop" impede que a  agulha percussora avance a menos que seja apertado o gatilho completamente. Dito de outra maneira, se não inserir o dedo no guardamato e apertar o gatilho, é absolutamente impossível que o tiro aconteça, durante uma queda da arma, sopros, etc...
   Sua estrutura é preenchida com polímero plástico e sofisticado. Nem só cuidados manuais, mas o seguro automático integrado a torna segura de transportar e disparar, mas em troca da comodidade de não ter que remover a segurança antes de disparar, o gatilho da Glock requer muita pressão cerca de 2,5 quilos, pressão que é muito grande em comparação com outras armas.Quando foi revelado que a sua estrutura era de polímero surpreendeu ligeiramente os usuários de armas e alguns pensaram que era feita de plástico e, portanto, era imperceptível aos detectores de metais.
    No entanto,outras peças são de metais e assim o modelo é visto por detectores de metal. O ferrolho e o cano são tratados com o processo QPQ Tenifer, o que a torna muito mais durável.
   A G17 se tornou muito popular por sua facilidade de utilização, durabilidade, preço razoável e uma precisão de tiro acima da média.
Ela é muito confiável em ambientes hostis para pistolas, como desertos, selvas e nas regiões árcticas.




Peso     703 g  
Comprimento     186 mm  
Comprimento do cano     114 mm  
Munições     9mm Parabellum  
Sistema de disparo     Ação segura 
Cadencia de tiro     Semi-automática
Alcance efectivo  50 m  
Carregador      17 cartuchos em fila dupla 
Miras      Lâmina(frente)  Corte em "U" (atrás)



  
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H&K USP


 No final dos anos 80 e inicio dos anos 90 a HK estava desenvolvendo uma nova pistola semi automática que pudesse ser usada tanto por forças policiais como por forças militares como armamento regulamentar. A nova pistola foi chamada de USP (Universal Selbstlade Pistole) ou ainda, pistola semi-automática universal. A pistola USP foi planejada para ter muitas versões com diversos calibres e tamanhos. As primeiras pistolas desse modelo foram disponibilizadas nos calibres 9 mm Parabellum e no 40 S&W e logo teve sua versão em 9 mm adotada como arma de porte do exercito alemão, sob o nome de P-8, como lá é designada. Posteriormente, foram apresentadas as versões em calibre 45 ACP e em 357 SIG, essa ultima exclusiva da versão compacta USP Compact. Como não podia deixar de ser, esta nova pistola incorpora uma inovação técnica que faz com que haja uma significativa redução do recuo do disparo. A HK USP tem tido enorme sucesso no mercado por ser uma pistola que traz consigo o que há de melhor em termos de características de uma pistola de porte. Seu tamanho é adequado ao porte, e seu peso reduzido devido ao uso de um chassi de polímero. Seu carregador é de grande capacidade, mesmo quando calçando o gorducho calibre 45 ACP, onde tem a capacidade de 12 tiros. Sua mira ajustável lateralmente e possui o sistema tri dot que facilita o seu uso em ambientes de baixa iluminação. A arma vem de fabrica com o trilho de acessórios, que possibilita o uso de lanternas, e miras laser sem a necessidade da mão de obra de um armeiro, e seu acabamento anti-oxidação garante uma durabilidade longa da arma. Na verdade a HK USP é um típico armamento da HK, que agrega confiabilidade mecânica e extrema qualidade do produto. O valor da USP é similar aos das pistolas similares, não sendo, assim uma arma cara. 


Calibre    9mm Parabellum,.40 S&W,. 45 ACP,.357 SIG
Peso       Varia entre 748 g a 848 g
Comprimento     Varia de 194mm a 240mm
Comprimento do cano     Varia entre 108 mm a 153mm
Sistema de disparo     semi-automática,recoil baixo
Alcance efetivo    50 m(9 mm) / 30 m (.45 ACP)
Alimentação/carregadores      carregador 
 com 8 munições a 18
Mira          "3 pontos" do tipo traseiro ajustável em (tátic

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Beretta 92F


As forças armadas dos Estados Unidos adotaram em 1911 a pistola semi-automática Colt, calibre 45. Com ela foram à primeira e a segunda guerra mundial, a guerra de Coréia e a do Vietnã. Ao fim destes conflitos os Estados Unidos pressionaram fortemente seus aliados da OTAN para adotar um calibre comum mais pequeno e manejável em rajadas do que o 7,62 mm que se utilizava e então padronizaram os fuzis de assalto da aliança do Atlântico Norte no calibre 5,56 mm. Em contrapartida, os países europeus, que já utilizavam extensamente o calibre 9 mm (9x19) exigiram que também se unificassem os calibres das armas curtas.
      Por outro lado, desde 1911, as armas curtas evoluíram consideravelmente. Então as forças armadas dos Estados Unidos convocaram, no início dos anos  80, um concurso aberto para substituir a venerável Colt 1911 A1.
     Foi exigido que se fizesse uma pistola semi-automática de ação dupla, de calibre 9 mm, com capacidade mínima de 15 tiros e que tivesse  dispositivo interno de segurança, de modo que o cão não atingisse diretamente o percussor.
     Atraídos pela magnitude do contrato em jogo, participaram quase todos os fabricantes, tanto dos Estados Unidos como de outros países. Os participantes estrangeiros tiveram que firmar compromissos para fabricar a arma nos Estados Unidos. Isto fez com que alguns países desistissem. Finalmente continuaram  na disputa a Smith & Wesson, Sig Sauer, Heckler & Koch, Colt e a italiana Beretta. Os testes se realizaram por mais de um ano e para surpresa de todos, e indignação dos fabricantes locais, se impôs a italiana Beretta 92F, que passou a chamar-se modelo M9.
    A Smith & Wesson e a Sig Sauer protestaram sobre a decisão, enquanto a consternação tomou conta dos simpatizantes da Colt e da Smith & Wesson. Mas a verdade é que nenhum dos fabricantes locais propôs um modelo de pistola que fosse realmente superior. Este concurso ocorreu meses antes que a Glock aparecesse no mercado, rompendo todos os esquemas vigentes. A Beretta ganhadora era evoluída do modelo 1951, adotada como arma regulamentar pelo Egito e Israel. A modelo 92 apresentava varias melhorias, como mecanismo de ação dupla, carregador de grande capacidade, ergonomia melhorada, sistemas de miras redesenhado, segurança ambidestro, e botão do carregador recolocado, etc...
       Pietro Beretta é o fabricante de armas mais antigo do mundo. Suas primeiras armas datam de 1526 e sempre mantiveram uma alta qualidade e acabamentos de primeira. O modelo 92F resultou uma arma grande, muito bem construída, robusta, resistente, confiável e com preços aceitáveis para o governo norte-americano. Isso era tudo que as forças armadas deste país queriam. Rapidamente, o fabricante  Bianchi, norte-americano, projetou um coldre perfeito para a Beretta e seus acessórios.
     A Beretta M9, como se conhece nos Estados Unidos, segue sendo a arma regulamentar, ainda que fizeram compras da Sig Sauer e os grupos especiais foram equipados com a H&K USP. A 92F, da qual derivaram múltiplos modelos da própria Beretta, assim como "clones" de outras marcas, foi adotada por mais de 2.000 forças policiais e militares do mundo. O cinema e a televisão contribuíram notadamente para a sua popularidade. Mas, apesar de ser uma boa pistola semi-automática, contribuiu, de maneira definitiva para "romper" o mercado norte-americano das armas curtas, abrindo uma porta para os fabricantes estrangeiros, por onde entrariam mais tarde a Glock, Taurus, Sig Sauer, Heckler & Koch, CZ e muito mais.

 Calibre           9x19mm Parabellum,.40 S&W,9x21mm IMI,765 mm Luger
 
Peso               Varia de 900g a 950g
 
Comprimento     Varia de 197 mm a 217 mm

 Comprimento do cano      Varia de 109 mm a 125 mm

Alcance efetivo         50 m



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H&K P7
 
 A H&K P7 é uma pistola Alemã 9 milimetros semi-atomática projetada por Helmut Weldle e produzido pela Heckler e Koch GmbH (H & K) de Oberndorf am Neckar . Foi revelada ao público pela primeira vez em 1976, como o PSP (Polizei Selbstlade Pistole - "auto pistola semi-policial").
    Na busca de resolver o problema das pistolas semi-automáticas de ação dupla, que apresentam uma diferença entre o primeiro disparo e os seguintes, a H&K projetou um arma com um mecanismo original: a empunhadura apresenta uma peça saliente, que ao pegar a arma na mão e oprimi-lo, aciona  o percussor da pistola. Desta forma se pode usar esta arma com segurança e com uma bala na câmara e todos os disparos, desde o primeiro até o último, requer a mesma pressão na empunhadura.
    Uma arma pequena, compacta, ergonômica e apesar de seu curioso mecanismo, a P7 foi fabricada em 9 mm, com carregador de 8 projéteis. Após se seguiram modelos derivados. O mais importante foi a P7M13, com culatra maior para alojar um carregador de coluna dupla, com treze projéteis.
    A Heckler & Koch P7M13 foi adotada por orgãos policiais alemães e de outros países. É considerada uma pistola semi-automática extremamente segura, eficiente e precisa. Seu mecanismo, mesmo não sendo copiado e nem inspirou outros projetistas, demonstrou que era possível inovar em matéria de armas curtas. Atualmente é fabricada sob denominações  de P7M8, P7PSP e P7M13, todas em calibre 9 mm.


 Calibre         9 mm parabellum,380 ACP,.40 S&W

 
Peso           Uma média de 780 a 800 g.mas pode variar

     
Comprimento    Varia de 160 mm a 175 mm

 Comprimento do cano      varia de 96,5 mm a 145 mm conforme suas variações

Alcance efetivo   Varia de 30 a 50 m


Alimentação/carregador      o Carregador varia de 8 a 17 cartuchos



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Desert Eagle

Você pode não ter notado, mas ela aparece em muitos filmes de ação e é figurinha carimbada em jogos de video game com temática policial ou de guerra. Trata-se da Desert Eagle, a mais poderosa arma de mão do mundo e, não por acaso, também a mais famosa. Mas o que faz dela esse verdadeiro mito entre os entusiastas de armas de fogo?
    Comecemos pela própria concepção dela. Grosso modo, ela possui um sistema de realimentação automático dos cartuchos operados por meio de um mecanismo a gás, similar ao encontrado em rifles. Deste modo, ela pode utilizar cartuchos de munição de calibres absurdamente poderosos para uma pistola, como .357 Magnum, .44 Magnum (daí ela ser conhecida muitas vezes por Magnum 44) e a .50 AE (Action Express), de poder de destruição impressionante.
Embora possua um stopping power (poder de deter um inimigo com apenas um tiro) de 100% na maioria das situações e consiga acertar um alvo com precisão de até 200 metros, a Desert Eagle é uma arma pouco recomendada para combate devido ao seu calibre exagerado, peso (quase 2Kg), munição (calibre .357 suporta pentes com no máximo 9 catuchos, .44 até 8 cartuchos e .50 AE apenas 7 cartuchos) e maneabilidade. Mesmo assim, ela é presença certa em clubes de tiro e caçadas em países onde a legislação permite ao cidadão comum possuir armas deste calibre. Ademais, ela aparece em muitos filmes como Matrix e jogos como Counter Strike, Call of Duty, Redident Evil, Far Cry e Max Paine, onde as desvantagens dela são evidentemnte anuladas. 


Calibre    357 MAG, .44 MAG e .50 AE

Peso       Varia de 1650 g a 2050 g

Comprimento      270 mm

Comprimento do cano      152,5 mm

Alcance efetivo                     200 m

Alimentação/cartucho        Varia de 7 a 9 cartuchos  
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